Leituras de Janeiro

Assim como o mês de janeiro, minhas férias acabaram e não posso reclamar muito da quantidade de livros que li. Devo dizer que até estou contente, porque houve muitos obras literárias boas que me fizeram ler de madrugada com a sensação de "eu preciso terminar" e outras, nem tanto. Bom, confira: 


Perdão, Leonard Peacock
www
Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes Peacock quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.
Tenho tantos elogios para fazer ao autor desse livro que é melhor ser breve e apenas dizer que Perdão, Leonard Peacock foi um livro ótimo. Entrou nos meus favoritos antes da metade, devorei em um dia e meia madrugada. É... fantástico. Vou fazer a resenha para vocês.  
A Menina que Roubava Livros
www
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A roubadora de livros é assombrada por pesadelos e seu pai de criação a acompanha nessas noites e as preenche com aulas de leitura. Em meio ao um tempo caótico na Alemanha, Meminger se vê dependente das palavras e o que elas significam para sua vida. 
Markus Zusak e a narradora como a Morte fizeram uma excelente combinação. A Menina que Roubava Livros é... estou sem palavras. Também se tornou um dos meus prediletos devido aos elementos: A inocência de Liesel, o companheirismo de Rudy e os pais de criação Rosa e Hans Hubermann e seus respectivos corações nobres. Um livro bem agridoce que me fez rir e chorar em diversos momentos. Maravilhoso.


Princesa Mecânica
www
Continuação de Príncipe mecânico, Princesa Mecânica é ambientado no universo dos Caçadores de sombras, também explorado na série Os Instrumentos mortais, que chega agora ao cinema. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. Mas enquanto luta para descobrir mais sobre o próprio passado, a moça se envolve cada vez mais num triângulo amoroso que pode trazer consequências nefastas para ela, seu noivo, seu verdadeiro amor e os habitantes do Submundo.
Não sei descrever o que eu sinto pelo último volume das Peças Infernais. Quando penso nele, chego a conclusão de que gostei, mas ao mesmo tempo detestei. Eu esperava um pouquinho mais de Princesa Mecânica, o início da leitura foi arrastado, porém entrei no ritmo. Teve coisas que caí de amores, outras que fiquei desapontada. Deixo para falar mais sobre isso na resenha que farei. 

A Lista Negra
www
E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, ela deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. 
A obra de Jennifer Brown me deixou angustiada durante todo o decorrer da narrativa. A tristeza, confusão e culpa de Val são palpáveis. A Lista Negra fazia parte da minha wishlist há um tempo. E não me decepcionei nem um pouco quando finalizei a leitura. Recomendo para todos. É impressionante.

A Elite
www
A Elite agora acompanha apenas as seis garotas remanescentes da competição que designará uma delas como a futura princesa de Illéa. America se encontra em um dilema pessoal: ela está totalmente dividida entre Maxon, o futuro rei do país e Aspen, seu ex-namorado que trabalha como guarda real. Seus sentimentos estão confusos e ela alimenta a dúvida de que não nasceu para governar uma pátria e muito menos tem os modos necessários para ser coroada. Porém uma decisão precisa ser tomada.
E o prêmio de pior leitura do mês vai para: A Elite. Peço desculpa para quem realmente gostou do segundo volume de A Seleção, mas simplesmente não teve como adorar esse livro. Não gostei e acho que vou demorar um pouco para ler The One porque preciso estar psicologicamente preparada para futuros desapontamentos que sei que terei com a Kiera Cass e, claro, com a America Singer.

E quais foram as leituras de vocês? Quero saber! Deixe nos comentários. 

Imagine a trilha sonora de: Como salvar uma vida

Ultimamente tenho entrado muito no 8tracks, um site onde você pode criar sua própria playlist e, se quiser, divulgar para o público. Os usuários criam listas de músicas baseadas em seus sentimentos à trilhas sonoras de filmes e livros, o que achei bem interessante.

Como salvar uma vida
Foi então que decidi fazer a minha, não sou expert, porém sempre reparo nas músicas de um filme e geralmente elogio ou comento. Escolhi um livro dentre todos que tenho e me baseie nele. O livro selecionado foi Como Salvar uma Vida por Sara Zarr, que conta a história de duas adolescente prestes a ter suas vidas transformadas de forma radical e impulsiva. Jill acabou de perder o pai, que a amava como um louco, e se vê em conflito consigo mesma e com todos a sua volta, incluindo a própria mãe. Mandy está grávida e desamparada. Sua mãe nunca a quis e não liga para a sua gravidez. Mandy encontra uma chance de mudar sua própria vida quando encontra um anúncio da Robin, mãe de Jill, na internet falando sobre o amor que ela têm e gostaria de dar para um novo ser. 
A obra relata a solidão que as duas adolescentes sofrem. O desamparo e luto, porém uma esperança de que tudo passe fazendo com que o dia volte a ser ensolarado depois de toda a neve e traga alegria.

Espero que vocês gostem e se isso acontecer, talvez "Imagine a trilha sonora de" possa se tornar um quadro no blog.


How to save a life from sasarete on 8tracks Radio.

A Elite

www
Cá estou para dizer minha opinião sobre o sucessor de A Seleção, escrito por Kiera Cass. Bom, para aqueles que não leram o primeiro volume ou não curtem spoilers, eu aconselho que não sigam adiante, porque pode conter alguns. 

A Elite agora acompanha apenas as seis garotas remanescentes da competição que designará uma delas como a futura princesa de Illéa. America se encontra em um dilema pessoal: ela está totalmente dividida entre Maxon, o futuro rei do país e Aspen, seu ex-namorado que trabalha como guarda real. Seus sentimentos estão confusos e ela alimenta a dúvida de que não nasceu para governar uma pátria e muito menos tem os modos necessários para ser coroada. Porém uma decisão precisa ser tomada. 

Antes das minhas análises, críticas e elogios, devo confessar que por pouco não abandonei esse livro. A leitura não fluía, a cada vinte páginas procurava algo mais interessante para fazer e o fato de estar em inglês me dava uma certa preguiça. Porém me agarrei a esperança que talvez tudo pudesse mudar e houvesse uma reviravolta que me deixasse completamente sem fôlego e - depois de uma semana - finalizei essa obra. 

A protagonista neste volume se transformou em uma típica personagem principal de YA só que com uma característica que se destaca das outras: A indecisão. Como já disse, eu não gostei nem um pouco do triângulo amoroso que a autora construiu e continuo com a mesma opinião. Se a Kiera Cass o inseriu com a intenção de prender o leitor e fazê-lo torcer por algum, ela errou drasticamente com os elementos. Aspen não transmite emoção, o Príncipe Maxon perdeu aquela personalidade encantadora que tinha e passou a se tornar ausente. E America não ajudou com seu comportamento, ora queria um ora queria outro fazendo com que parecesse uma criança ao contrário de uma integrante de um mundo distópico.

Os ataques dos rebeldes não tem tanto foco e perdem a ação que deveriam possuir pois não são narrados além das paredes do abrigo ou dos estragos causados após deles. E a explicação para isso tudo não é muito bem trabalhada. Sem falar da recapitulação dos acontecimentos da Seleção me deram a impressão de que se alguém quisesse começar a acompanhar a trilogia a partir desde que estou resenhando, não ficaria perdido.

Devo dizer que fiquei muito decepcionada, porque A Elite tinha potencial para ser melhor, porém a autora preferiu se prendeu a problemas adolescentes e esclarecimentos vagos esquecendo dos deslizes que precisavam ser reparados.

Realmente não recomendo para quem não gosta de triângulos amorosos, heroínas perdidas e indecisas, porque possivelmente você poderá estar prestes a embarcar em um completo desapontamento. 

Trailer: A Culpa é das Estrelas

I can't wait!!!

Como todos os leitores do autor John Green sabemos, logo um dos seus livros chegará aos cinemas e apresentará aos espectadores a história encantadora de Hazel, uma paciente terminal de dezessete anos que possui câncer e passa frequentar o Grupo de Apoio por obrigação da mãe, que alega que ela tem que ter uma vida e ser uma adolescente. E lá ela conhece Augustus Waters, um menino também de dezessete anos e com sua compainha descobre que alguns infinitos são maiores que outros.


O trailer é lindo, há diversas cenas semelhantes do livro do qual é baseado, A Culpa é das Estrelas, e os atores provaram que fizeram um bom trabalho. Agora só o que nos resta é apreciar e apertar o play várias vezes até que o esperado dia de estreia chegue. 

O que acharam do tão aguardado trailer? 

Li até a página 100...

*este meme foi criado pela Cibele Ramos, blogueira do Eu leio, eu conto.
A Lista Negra
Skoob
A Lista Negra por Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
ISBN: 978-85-65383-11-0
Número de páginas: 272
Ano de lançamento: 2012

A PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100:
"Não! Já disse que nunca planejei nada com o Nick. Nem sabia que Nick planejava algo. É só um apelido idiota. Não fui eu que inventei. Eu o odeio"
DO QUE SE TRATA O LIVRO?

De uma garota que presencia seu namorado começar um massacre no colégio que ambos estudam e em como ela vai se recuperar disso, já que não se considera uma heroína nem uma bandida, ou sequer consegue acreditar que Nick poderia ter feito isso. Valerie está no último ano do Ensino Médio e precisa começar a frequentar a escola novamente e sobreviver aos fantasmas do passado.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?

Realmente estou gostando. Não consigo largar, a história é triste e faz muito tempo desde que quero pegar e lê-lo, não é novidade que eu o esteja devorando (wishlist).

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?

Valerie não é uma protagonista chata e miserável que só reclama de quem é como Juliette (resenha). Ela sofre e se sente culpada de um jeito que desperta a curiosidade do leitor. Já me perguntei como vai terminar, será que ela vai superar isso? Ou vai ter um fim trágico? Não sei.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:
"Eu estava segura? Será que houve mesmo um tempo em que eu poderia ter me suicidado e nem sabia disso? E eu passava cerca de uma hora, meu quarto ficando escuro, pensando em que diabos tinha acontecido para me tornar tão incerta sobre até mesmo quem eu era. Porque "quem é você" deve ser a pergunta mais fácil de ser respondida, certo? Mas, para mim, há muito tempo não estava sendo fácil responder. Talvez nunca tenha sido." - Página 29.
VAI CONTINUAR LENDO? 

Sim.

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA: 
"Então, recostou-se na cadeira e dirigiu os olhos para o teto, como se estivesse lendo alguma coisa que estava escrita lá."

Country: Conheça alguns artistas

Sempre tenho o costume de ouvir uma ou duas vezes um artista novo que encontro no YouTube, no last.fm ou como trilha sonora de algum filme ou seriado. E sempre acabo gostando de alguns. Essa semana procurei mais artistas de country porque voltei a acompanhar Hart of Dixie e meio que me contagiei. 
  • Scott McCreery
Descobri esse cantor através de um episódio da série protagonizada por Rachel Bilson onde o McCreery faz a performance de The Trouble With Girls e após isso, eu procurei saber mais sobre ele. Scott passou a mostrar seu talento no programa American Idol da qual ele foi o vencedor na décima temporada, porém continua pouco conhecido no Brasil. A voz dele é ótima e vocês deveriam ouvi-lo!

  • The Band Perry 
Conheci essa The Band Perry após assistir um vídeo de um cover das personagens de Glee  em homenagem ao Cory Monteith e decidi ouvir a versão original onde fui direcionada para a página deles. E assim que ouvi suas outras músicas, fiquei encantada.


E vocês? Já conheciam ou ouviram falar deles?

A Seleção

Tumblr
http://weheartit.com/entry/74459837
Sempre que ia à livraria ou passava por suas vitrines, via A Seleção exposta, com a capa simplesmente linda, mas nunca tive um real objetivo ou interesse de lê-lo, comprei o box dos dois livros já lançados em inglês no Submarino para completar um dos meus objetivos das férias e finalmente li o primeiro volume da trilogia de Kiera Cass! 

A Seleção se passa em um novo país, ou melhor, em Illéa - os antigos Estados Unidos antes deles serem invadidos pela China, onde o população é dividida em castas. America Singer, a protagonista, é uma Cinco, onde a maioria das pessoas é focada para os meios artísticos. No total, há oito divisões, porém só quem realmente leva um bom padrão de vida são os integrantes das primeiras castas, já o restante precisa trabalhar para ter um bom sustento. 

A situação econômica na família Singer não é uma das piores, no entanto a entrada de America na competição pode melhorar seu padrão vida e se ela ganhar o coração do futuro rei de Illéa, todos farão parte da casta número Um de sua sociedade e nunca terão de passar fome novamente. Porém ela se recusa a participar, porque ela já ama outra pessoa em segredo: Aspen, seu namorado e vizinho que pertence a uma casta inferior, a pessoa que acaba sendo responsável pelo seu ingresso na disputa por Maxon, o príncipe, por ter terminado seu relacionamento com Singer e, sem ter consciência de seu ato, por abrir as portas para um futuro que America nunca chegou a imaginar.

Comecei a leitura sem muitas expectativas, pois nunca gostei dessa temática que envolve princesas, realeza e serventes. Porém a autora faz uma mistura onde a receita envolve um pouco de política acompanhada com coquetel de desigualdades sociais, mas nunca saindo muito dos clichês presentes em qualquer livro que envolve vestidos deslumbrantes e coroas. E há algumas semelhanças notáveis com Jogos Vorazes, como o Illéa Capital Report e o processo de maquiagem/embelezamento que a personagem principal tem de passar.

A protagonista tem um temperamento característico e marcante que só se confirma ainda mais com o desenrolar da narrativa, deixando claro que ela não tem medo de demonstrar sua opinião e teimosia. Maxon é um cavalheiro com uma personalidade digna de um príncipe e eu o imaginei com sotaque britânico por causa do uso de "dear" e "shall". Já Aspen é uma personagem difícil de lidar, devo dizer, porque ele é um típico machista que acha que é papel do homem sustentar o mulher e o fato da Kiera não ter nos fornecido outras informações em relação a ele além das dadas a respeito de seu relacionamento com a personagem principal. 

O romance entre o príncipe e America é muito demorado e tenho uma leve impressão que ele vai levar um tempo para se estabilizar já que a escritora inseriu um triângulo amoroso não muito convincente para estendê-lo ainda mais. Contudo devo dizer que os melhores momentos são quando os dois estão juntos, nem que seja só como amigos. 

De um modo geral, eu gostei desta distopia. Entretanto, para ela realmente ser considerada uma, a Kiera Cass deve passar a dar mais espaço para os rebeldes, explicando e deixando o leitor aflito junto com as personagens nos ataques. Espero que haja mais foco nisso nos próximos volumes, porque sem dúvida nenhuma essa parte pode deixar a história ainda mais interessante. 

Recomendo para àqueles que admiram boas maneiras à mesa, a sensação mágica de um conto de fadas devido aos vestido e beleza e, claro, coroas! E Feliz Ano Novo!