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Perdão, Leonard Peacock

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Como faz um tempo que não apareço e atualizo o blog, decidi fazer a resenha de um livro que entrou nos meus favoritos para minha volta por aqui, que é do mesmo autor do livro O Lado Bom da Vida que originou a adaptação cinematográfica de mesmo nome. 

Perdão, Leonard Peacock retrata a vida de Leo, um menino que está prestes a cometer suicídio no dia do seu aniversário, mas antes desse acontecimento ele precisa se despedir e entregar presentes para as pessoas que são importantes e, claro, matar o seu ex-melhor amigo com a pistola do Reich, que pertencia ao seu avô e se encontra na sua mochila esperando a hora correta para ser disparada e tirar a vida de dois adolescentes até o final do dia.

Já tinha ouvido falar da obra de Matthew Quick, mas só parei realmente para ler suas críticas depois que comprei o livro. Eu não pretendia, mas a sinopse me chamou a atenção já que tinha acabado de finalizar A Lista Negra que, de certo modo, trata do mesmo assunto. E então fiquei entusiasmada com a futura leitura. 

Leonard Peacock é um protagonista intenso apesar de sua idade, sinto que através dele diversos tópicos importantes como a negligência de uma mãe, humilhação e abuso e até mesmo outros despercebidos pela maioria de nós, e com esse pronome não me refiro somente aos leitores, mas às pessoas em geral, foram esclarecidos Lembro que diversas vezes tinha que marcar uma frase ou outra embora não tenha o costume disso pois elas possuíam certo impacto ao serem lidas. 

“Primeiro eles o ignoram, depois riem de você, em seguida lutam com você, e então você ganha.”
“Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira.”

“Não faça isso. Não vá para esse trabalho que você odeia. Faça algo de que goste hoje. Ande de montanha-russa. Nade pelado no mar. Vá para o aeroporto e pegue o próximo voo para qualquer lugar apenas por diversão. Gire um globo terrestre, pare-o com o dedo e, em seguida, planeje uma viagem para aquele lugar. Mesmo que seja no meio do oceano, você poderá ir de barco. Coma alguma comida exótica da qual nunca ouviu falar. Pare um estranho e peça a ele para lhe explicar em detalhes seus maiores medos, suas esperanças e aspirações secretas, e em seguida diga-lhe que você se importa. Porque ele é um ser humano. Sente-se na calçada e faça desenhos com giz colorido. Feche os olhos e tente ver o mundo com seu nariz - permita que o olfato seja a sua visão. Ponha o sono em dia. Ligue para um velho amigo que você não vê há anos. Arregace as pernas da calça e entre no mar. Assista a um filme estrangeiro. Alimente esquilos. Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira. Só não volte para aquele lugar miserável para onde vai todos os dias. Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz. Por favor. Este é um país livre. Você não precisa continuar fazendo isso caso não queira. Você pode fazer o que desejar. Ser quem quiser. (…)”
A escrita de Matthew Quick é deliciosa, você devora o livro em poucas horas. Uma narrativa realista e triste que te preenche de questionamentos: Por que um rapaz que cursa o Ensino Médio iria querer se matar? Por que ele tem de entregar presentes antes de pressionar o gatilho? Quais foram os motivos que o levaram a pensar em suicídio? E à medida que encontrava respostas, ficava comovida não apenas pelo protagonista, mas pelas pessoas ao seu redor. 

O final é ótimo, confesso que fiquei emocionada e chorando de madrugada com a obra de Q em meu colo. A humanidade, vulnerabilidade e realidade inseridas me conquistaram. Fiquei triste e um pouco pensativa, porque sei que esse era o objetivo do escritor quando decidiu explorar este assunto: Fazer com que pensássemos e talvez mudássemos um pouco nossas atitudes. 

Leia. É extraordinário de um forma diferente. Apenas... Leia. 

A Elite

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Cá estou para dizer minha opinião sobre o sucessor de A Seleção, escrito por Kiera Cass. Bom, para aqueles que não leram o primeiro volume ou não curtem spoilers, eu aconselho que não sigam adiante, porque pode conter alguns. 

A Elite agora acompanha apenas as seis garotas remanescentes da competição que designará uma delas como a futura princesa de Illéa. America se encontra em um dilema pessoal: ela está totalmente dividida entre Maxon, o futuro rei do país e Aspen, seu ex-namorado que trabalha como guarda real. Seus sentimentos estão confusos e ela alimenta a dúvida de que não nasceu para governar uma pátria e muito menos tem os modos necessários para ser coroada. Porém uma decisão precisa ser tomada. 

Antes das minhas análises, críticas e elogios, devo confessar que por pouco não abandonei esse livro. A leitura não fluía, a cada vinte páginas procurava algo mais interessante para fazer e o fato de estar em inglês me dava uma certa preguiça. Porém me agarrei a esperança que talvez tudo pudesse mudar e houvesse uma reviravolta que me deixasse completamente sem fôlego e - depois de uma semana - finalizei essa obra. 

A protagonista neste volume se transformou em uma típica personagem principal de YA só que com uma característica que se destaca das outras: A indecisão. Como já disse, eu não gostei nem um pouco do triângulo amoroso que a autora construiu e continuo com a mesma opinião. Se a Kiera Cass o inseriu com a intenção de prender o leitor e fazê-lo torcer por algum, ela errou drasticamente com os elementos. Aspen não transmite emoção, o Príncipe Maxon perdeu aquela personalidade encantadora que tinha e passou a se tornar ausente. E America não ajudou com seu comportamento, ora queria um ora queria outro fazendo com que parecesse uma criança ao contrário de uma integrante de um mundo distópico.

Os ataques dos rebeldes não tem tanto foco e perdem a ação que deveriam possuir pois não são narrados além das paredes do abrigo ou dos estragos causados após deles. E a explicação para isso tudo não é muito bem trabalhada. Sem falar da recapitulação dos acontecimentos da Seleção me deram a impressão de que se alguém quisesse começar a acompanhar a trilogia a partir desde que estou resenhando, não ficaria perdido.

Devo dizer que fiquei muito decepcionada, porque A Elite tinha potencial para ser melhor, porém a autora preferiu se prendeu a problemas adolescentes e esclarecimentos vagos esquecendo dos deslizes que precisavam ser reparados.

Realmente não recomendo para quem não gosta de triângulos amorosos, heroínas perdidas e indecisas, porque possivelmente você poderá estar prestes a embarcar em um completo desapontamento. 

A Seleção

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Sempre que ia à livraria ou passava por suas vitrines, via A Seleção exposta, com a capa simplesmente linda, mas nunca tive um real objetivo ou interesse de lê-lo, comprei o box dos dois livros já lançados em inglês no Submarino para completar um dos meus objetivos das férias e finalmente li o primeiro volume da trilogia de Kiera Cass! 

A Seleção se passa em um novo país, ou melhor, em Illéa - os antigos Estados Unidos antes deles serem invadidos pela China, onde o população é dividida em castas. America Singer, a protagonista, é uma Cinco, onde a maioria das pessoas é focada para os meios artísticos. No total, há oito divisões, porém só quem realmente leva um bom padrão de vida são os integrantes das primeiras castas, já o restante precisa trabalhar para ter um bom sustento. 

A situação econômica na família Singer não é uma das piores, no entanto a entrada de America na competição pode melhorar seu padrão vida e se ela ganhar o coração do futuro rei de Illéa, todos farão parte da casta número Um de sua sociedade e nunca terão de passar fome novamente. Porém ela se recusa a participar, porque ela já ama outra pessoa em segredo: Aspen, seu namorado e vizinho que pertence a uma casta inferior, a pessoa que acaba sendo responsável pelo seu ingresso na disputa por Maxon, o príncipe, por ter terminado seu relacionamento com Singer e, sem ter consciência de seu ato, por abrir as portas para um futuro que America nunca chegou a imaginar.

Comecei a leitura sem muitas expectativas, pois nunca gostei dessa temática que envolve princesas, realeza e serventes. Porém a autora faz uma mistura onde a receita envolve um pouco de política acompanhada com coquetel de desigualdades sociais, mas nunca saindo muito dos clichês presentes em qualquer livro que envolve vestidos deslumbrantes e coroas. E há algumas semelhanças notáveis com Jogos Vorazes, como o Illéa Capital Report e o processo de maquiagem/embelezamento que a personagem principal tem de passar.

A protagonista tem um temperamento característico e marcante que só se confirma ainda mais com o desenrolar da narrativa, deixando claro que ela não tem medo de demonstrar sua opinião e teimosia. Maxon é um cavalheiro com uma personalidade digna de um príncipe e eu o imaginei com sotaque britânico por causa do uso de "dear" e "shall". Já Aspen é uma personagem difícil de lidar, devo dizer, porque ele é um típico machista que acha que é papel do homem sustentar o mulher e o fato da Kiera não ter nos fornecido outras informações em relação a ele além das dadas a respeito de seu relacionamento com a personagem principal. 

O romance entre o príncipe e America é muito demorado e tenho uma leve impressão que ele vai levar um tempo para se estabilizar já que a escritora inseriu um triângulo amoroso não muito convincente para estendê-lo ainda mais. Contudo devo dizer que os melhores momentos são quando os dois estão juntos, nem que seja só como amigos. 

De um modo geral, eu gostei desta distopia. Entretanto, para ela realmente ser considerada uma, a Kiera Cass deve passar a dar mais espaço para os rebeldes, explicando e deixando o leitor aflito junto com as personagens nos ataques. Espero que haja mais foco nisso nos próximos volumes, porque sem dúvida nenhuma essa parte pode deixar a história ainda mais interessante. 

Recomendo para àqueles que admiram boas maneiras à mesa, a sensação mágica de um conto de fadas devido aos vestido e beleza e, claro, coroas! E Feliz Ano Novo!

Top 10: Melhores leituras de 2013


Neste ano, visitei vários países enquanto entrava na vida de diversas personagens, cada uma com sua característica definida e seus receios. Acompanhei seus problemas, amores e perdas. E admirei seus criadores pelo simples fato deles me permitirem quebrarem o sigilo de suas obras e com isso, mergulhar em variados mundos - alguns caóticos, outros quase normais. Bem como, estou aqui para compartilhar algumas histórias que mais me encantaram. 

Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.
A obra de Jennifer E. Smith é simples, promete pouco e tem uma capa fofa, porém o livro de título enorme é profundo a seu modo e aborda temas que abalam a vida de qualquer pessoa. Uma história onde o amor é a consequência de um atraso que me fez devorá-lo em pouquissímas horas.
Fazendo Meu Filme 2
Longe do grande amor, Fani passa por momentos de alegria, dor, saudade, tristeza e, mais do que isso, pode conhecer melhor a si mesma. Sem deixar de lado suas amigas inseparáveis e sua família, ela consegue, no outro continente, viver momentos cheios de suspense, revelações, aventuras, descobertas e emoções fortíssimas! Feliz, triste, preocupada, ansiosa, temerosa, otimista, insegura, cheia de si, apaixonada, desiludida, seja como estiver, Fani mostra a cada página deste livro que não é mais aquela menina tão frágil que muitas vezes se escondia por trás de sua timidez.
Apesar de Fazendo Meu Filme ser uma série, foi seu segundo volume que mais gostei. O ambiente de Minas Gerais foi trocado por um na Inglaterra, onde a protagonista estava fazendo seu intercâmbio. E é lá que ela conhece o Christian - minha personagem favorita - e vive uma experiência incrível.  É simplesmente... Perfeito.

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
É claro que John Green iria aparecer nos meus melhores de 2013, aliás, ele aparece duas vezes. O segundo já é bem previsível e provavelmente faz presença em diversas listas de blogueiros. Mas agora estou falando de Quem é você, Alasca?, um livro não muito previsível que mostra a adolescência de um modo inusitado e, não perfeito. É uma obra com uma metáfora implícita e sentimentos confusos, mas cumpre seus quesitos.

A Culpa é das Estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Preciso dizer alguma coisa? Pois bem, a autoria de John Green é tocante, humana e emocionante. Com personagens normais que possuem uma doença que drena suas, vidas, mas nunca perdem o humor ou sequer metáforas. É lindo. 
Como salvar uma vida
Jill MacSweeney só quer que tudo volte ao normal. Mas, desde que seu pai morreu, ela tem se isolado do namorado e das melhores amigas – de todo mundo que quer apoiá-la. E quando sua mãe decide adotar um bebê, parece que, de algum modo, está tentando substituir um membro perdido da família por um novo. Mandy Madison sabe o que é crescer sendo indesejável – foi criada por uma mãe que nunca pretendeu ter uma filha. Então, quando Mandy fica grávida, a única coisa de que ela tem certeza é que quer uma vida melhor para seu bebê. É difícil saber o que quer para si mesma. Será que ela vai encontrar alguém que se importe com ela? À medida que seus mundos se transformam, Jill e Mandy devem aprender a se desapegar e a se apegar, e que nada é tão fácil – ou tão difícil – quanto parece. 

Como Salvar um Vida é o típico livro com uma capa linda que esconde por trás dela uma história maravilhosa e gostosa de ler. Apesar de ser triste, também causa felicidade no leitor ter personagens tão características e vibrantes como Mandy e um final que promete uma melhora na vida de todos. É uma breve lição de vida escrita por Sara Zarr e deveria ser considerada uma leitura obrigatória.
Divergente
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.
Divergente foi uma das surpresas desse ano. É tão repleto de ação e mortes, sem falar que é criativo e a Veronica Roth está de parabéns. Já li a continuação, mas o primeiro volume é meu favorito até agora. Estou ansiosa por Convergente e em como a autora vai encarrar a trilogia da Tris e do Quatro!
Clube da Luta
O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. 
A obra de Chuck Palahniuk é bastante violenta, entretanto ela mostra para o leitor com uma maneira um pouco diferente, a sociedade capitalista da qual vivendo e com isso, trazendo personagens marcantes e um clube que provavelmente ninguém esquece o nome depois de ler a respeito. Demorei um pouco para terminá-lo, porque a narrativa é bem confusa, mas é um livro maravilhoso.
Correr ou Morrer
 A chegada de Thomas, um garoto que sequer recorda seu sobrenome, em um elevador escuro. Quando a caixa metálica chega no destino da qual foi programada,Thomas se encontra num lugar chamado Clareira que está ocupada por garotos, apenas garotos, que assim como ele não lembram nada de suas vidas antes deste acontecimento. O que a população do estranho local realmente sabe que é há um labirinto que os cercam e que suas portas abrem pela manhã e se fecham ao anoitecer. Porém Thomas, sem motivo aparente, começa a se tornar suspeito com os acontecimentos estranhos que passam a acontecer na Clareira e, principalmente, quando uma garota quase morta aparece no elevador com um alerta.

Esse livro é genial e um pouco desumano se você parar para pensar. Eu praticamente devorei o livro quando entrei na história. Quero logo a continuação, embora esteja com um leve medo do James levar essa distopia para algo que eu não gosto muito. Porém devo dizer que Correr ou Morrer é fantástico.

A cada novembro, os cavalos d’água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não.
Aos 19 anos, Sean Kendrick já foi quatro vezes campeão. Ele é um jovem de poucas palavras e, se tem medos, guarda-os bem escondidos, onde ninguém possa vê-los. Puck Connolly é uma novata nas Corridas de Escorpião. Ela nunca quis participar da competição, mas o destino não lhe deu muita escolha.
A Corrida de Escorpião é o meu amor desse ano. Com essa capa perfeita que me fez para diversas vezes a leitura para simplesmente admirá-la e uma história simples que possui um toque sobrenatural que cativa qualquer um.  Torci, me emocionei e ri em diversos momentos, a narrativa de Maggie é deslumbrante de tal modo que estou ansiosa para ler Calafrio!

Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo.
Por último, mas não menos importante é o Anjo Mecânico. Não é novidade que eu admiro muito a maioria das obra de Cassandra Clare, bom, todas para ser sincera e este livro não é exceção. Will, Tessa e Jem são personagens deslumbrantes e conquistaram meu coração em poucas páginas, Londres Vitoriana é um ambiente lindo de se imaginar, sem falar que a história prende bastante. Recomendo para quem gosta de Os Instrumentos Mortais. 

Bom, esse post foi enorme e admiro quem o leu por inteiro. E espero que seus leitura de 2013 tenham sido tão boas quanto as minhas! Boas festas!

Liberta-me

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Quase um ano depois de ter lido Estilhaça-me e várias idas à livraria olhando a continuação de Tahereh Mafi e indo embora de mãos vazias, finalmente li o segundo volume da série!

Se você não leu o primeiro livro da saga, recomendo que não continue lendo a resenha, pois ela pode conter spoilers. 

Em Liberta-me, a autora foca mais na Juliette, em seus sentimentos e seus dilemas. Agora que a protagonista está no Ponto Ômega junto com Adam, seu irmão e Kenji, ela deve aperfeiçoar seu suposto dom ou, como ela diz, sua maldição para lutar na guerra contra Warner junto com Castle e seus companheiros do subsolo em busca de um mundo melhor e o fim do Restabelecimento.

Bem, não sou de falar de edição, capa e essas coisas que ficam à cargo da editora, mas que capa foi essa? A fotografia está ruim e a qualidade do papel é inferior ao do volume anterior o que fez a lombada dobrar devido ao grande número de página, ah, e a fonte mudou! Espero, pelo menos, que o próximo livro esteja melhor nesses quesitos. 

Bom, o início da leitura foi muito arrastado, eu demorava para avançar nas páginas, me distraia e com toda a sinceridade não estava com a miníma curiosidade de saber o que iria acontecer com as personagens porque Juliette me irritou e me fez desanimar muito em relação à história. 

Em vários momentos pensei que simplesmente abandonar o livro porque a protagonista só sabia falar o quanto ela era um monstro, sobre a raiva que sentia da "maldição" que corria em suas veias... Enfim, uma crise existencial grave que necessita de um auxílio médico. E pelo fato do estilo da narrativa de Mafi não estar me impressionando como acontecia em Estilhaça-me. Porém, não desisti por um único e simples motivo: Warner.

O calculista, sem coração, psicopata, assassino e vilão Warner que prendeu minha atenção e fez com que eu praticamente devorasse Liberta-me porque as cenas com ele eram ácidas, intensas e (posso estar totalmente iludida) verdadeiras. E assim como a autora deu foco aos sentimentos e emoções de Juliette, ela deu mais espaço para Warner e Kenji, personagem que gostei logo de cara no primeiro volume e que disse diversas verdades para a personagem principal, o que resultou em um Adam choroso, dependente e sem atenção. 

Há vários itens que não apreciei como, por exemplo, a existência de cenas desnecessárias e um pouco de drama exagerado em algumas situações e mais uma vez, torço para que Tahereh explore mais a distopia que criou, mas fora isso, gostei. O final dá sentido ao título e faz uma promessa silenciosa que deu a impressão de uma Juliette melhor e consciente de seus atos. E espero que assim seja.

Métrica

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Depois de tantas recomendações repetitivas e resenhas elogiando a obra de Colleen Hoover finalmente li Métrica!

Métrica relata a vida de Layken, ou melhor, Lake, uma garota que perdeu seu pai a cerca de seis meses que acaba se mudando junto com seu irmão mais novo e mãe para o Michigan em busca de uma nova vida e devido a falta inevitável de dinheiro com a morte inesperada de sua figura paterna. Quando a protagonista e sua família chegam ao seu destino, Lake conhece Will, o vizinho que mora em frente à sua casa e depois desse acontecimento passa a ocorrer um sentimento mútuo entre esses dois jovens que os fazem enfrentar obstáculos que surgem a partir dessa relação.

A personagem principal, Lake, é uma adolescente forte ou pelo menos tenta transmitir essa sua imagem para seu irmão e sua mãe, Julia. Porém a protagonista têm seus receios e saudades assim como qualquer pessoa que acabou de perder um ente querido. Ela desenvolve uma relação afetuosa muito rápida com Will assim como Kel desenvolve uma amizade instantânea de criança com o irmão dele e devido a isso Lake sempre os vê com frequência.

E é com o seu vizinho que ela conhece o Slam. Slam é como o sobrenatural de um livro, ou melhor, como vampiros, fantasmas e lobos nas obras literárias. Esse novo recurso revelado pela escritora é uma forma de poesia apresentada que é interpretada para o público presente no local e o que realmente importa na hora é a demonstração de sentimento nas palavras ditas pela pessoa no palco.

Posso dizer que adorei do livro e o fato de Colleen Hoover nos designa a banda chamada The Avett Brothers e em cada capítulo inicia a história com um trecho de algumas de suas músicas. Gostei também do modo como a autora desenvolveu o enredo, posso dizer que apenas discordo com alguns fotos como, por exemplo, o romance e rápido e algumas várias atitudes egoístas por parte da personagem principal que me irritaram, porém devo dizer que Lake amadurece no decorrer das páginas que em certo momento que isso passa ser notável. E não posso deixar de falar que em sua narrativas há diversos momentos e frases reflexivas marcantes.
“As pessoas vivem tomando decisões espontâneas com base no coração. Mas os relacionamentos têm a ver com muitas outras coisas, não só com amor.”
“Não dá para fugir para outra cidade, outro lugar, outro estado. A coisa de que a pessoa está fugindo, seja ela qual for, vai junto com ela. E fica com ela até a pessoa descobrir uma maneira de confrontá-la.”
O final é interessante, não cheguei a chorar, porém me emocionei porque de um jeito ou de outro, as atitudes adolescentes de Lake, o relacionamento com Kel e Will e o rumo que ela tomou fazem você se colocar no lugar dela e pensar um pouco sobre como você está lidando com a sua própria vida.

Recomendo e não posso deixar de dizer que espero que Pausa seja melhor ou ao menos tão bom quanto Métrica!

Correr ou Morrer

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Como falei no post "O que li em Outubro", meu real motivo para querer comprar a obra de James Dashner foi porque o Dylan O'Brien seria Thomas, o protagonista do livro, na adaptação de Correr ou Morrer. E posso falar que não me decepcionei nem um pouco.

Correr ou Morrer relata a chegada de Thomas, um garoto que sequer recorda seu sobrenome, em um elevador escuro. Quando a caixa metálica chega no destino da qual foi programada, Thomas se encontra num lugar chamado Clareira que está ocupada por garotos, apenas garotos, que assim como ele não lembram nada de suas vidas antes deste acontecimento. O que a população do estranho local realmente sabe que é há um labirinto que os cercam e que suas portas abrem pela manhã e se fecham ao anoitecer. Porém Thomas, sem motivo aparente, começa a se tornar suspeito com os acontecimentos estranhos que passam a acontecer na Clareira e, principalmente, quando uma garota quase morta aparece no elevador com um alerta.

Thomas é uma personagem inteligente em um livro inteligente. Na grande maioria das vezes ele tenta fazer com que sua voz seja ouvida na comunidade de garotos, aliás, Chuck foi uns dos que realmente acreditaram nele, meio que hesitantemente, no início. Além disso, Thomas era curioso e tentava ao máximo obter respostas para suas perguntas, porém os garotos sabiam tanto quanto ele, o que era basicamente quase nada.

A obra de James Dashner faz com que o leitor pense, procure respostas e tente sobreviver juntos com Thomas e as outras personagens. Em vários momentos, eu me pegava falando "Esse labirinto é genial!", o que de fato é. E para deixar bem claro, li esse livro em apenas três dias porque a cada capítulo queria saber mais e mais sobre o rumo que os Clareanos tomariam.

O romance é uma coisa bem escassa no livro, o que foi a melhor opção, porque este primeiro volume trata do desespero da população da Clareira em encontrar a saída do Labirinto sem que criaturas chamadas Verdugos os matem, e um casalzinho declarando seu amor um pelo outro não cairia bem durante essa tensão que é descrita nas páginas.

O final é surpreendente e cruel, confesso que estou com um certo medo de que James leve a história para um outro lado que eu não sou muito fã, porém não posso deixar de falar do desfecho maravilhoso que com certeza deixa qualquer um sedento pelo próximo volume.

Não preciso falar mais nada a não ser: Leia. E imediatamente!

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

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Meu interesse por querer ler A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista (que título gigante!) da autora Jennifer E. Smith começou quando eu vi a fofura da capa, que desperta um sentimento adolescente e prevê um romance leve.

A obra de Jennifer relata a ida de Hadley, uma garota que perde o vôo que a levaria para o casamento do pai na Inglaterra devido à quatro minutos de atraso. Hadley, que já se encontrava de má vontade para viajar para outro país, se vê presa no aeroporto de Nova York à espera de outro avião. No aeroporto, a protagonista conhece Oliver, um garoto britânico, e eles passam a conversar. À princípio, ela se sente meio intimidada por ele, mas logo passam a dialogar como se conhecessem a muito tempo.

Quando comecei a ler o livro, não consegui mais largá-lo, tanto é que o li em um dia, graças à narrativa maravilhosa da autora e o pouco número de páginas. No início, pensei que a história seria um clichê porque a sinopse transmitia essa ideia, mas foi bem diferente das minhas expectativas a leitura. 

A personagem principal não vê o pai a cerca de um ano e além disso ela possui alguns problemas mal resolvidos com ele, como o divórcio não muito bem aceito por ela e em como sua mãe parece estar bem com isso. A protagonista nem sequer conhece Charlotte, sua futura mulher. E em vários momentos no livro, Hadley pensa sobre isso. Já Oliver têm uma história um pouco diferente que quando é revelada, nos faz refletir e desperta emoção. A magia do livro é que tanto ambas as personagens possuem seus dramas para enfrentar ao longo das páginas. 

O romance não é o foco primordial, como já dá para se notar, e, sim, uma consequência, na minha opinião. Oliver e Hadley são apenas jovens que por sorte ou, talvez, azar, se encontraram e desenvolveram essa paixão. Aliás, fiquei muito satisfeita pelo fato da autora ter feito isso. A simplicidade, os diálogos e não-profundidade da "relação" é diferente e ao mesmo tempo encantadora.

- Quando se chega ao final dos 52 anos - explica -, parece que foram apenas 52 minutos. - Ela inclina a cabeça para trás e engole a pílula - Da mesma maneira que quando você é jovem e está apaixonado, sete horas num avião pode parecer uma eternidade.

A autora fez um ótimo trabalho, não preciso nem mencionar o quanto eu gostei. Bem diferente, mas ao mesmo tempo tão... Ah! Um young-adult único que relata sobre problemas comuns entre adolescentes que faz qualquer um sorrir ao ler.

Enfim, espero que você saia correndo comprar A Probabilidade do Amor à Primeira Vista depois de ter lido minha resenha! 

O Verão que Mudou Minha Vida


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Já até havia cogitado a ideia de comprar este livro e lê-lo porque ele me transmite, pela capa, a ideia de um romance suave como Anna e o Beijo Francês e/ou Lola e o Garoto da Cada ao Lado. Porém o li em formato PDF, coisa que não gosto muito, mas não me arrependo.

A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach. A partir do ano seguinte todos estarão ocupados demais e talvez algum deles já nem esteja mais entre eles...

O livro é repleto de flashbacks da infância de Belly, Jeremiah, Conrad e Steven que eram intercalados com os capítulos que se passavam no presente. E o ler o Verão que Mudou Minha Vida, eu conseguia sentir a brisa do mar através da narrativa, apesar de não gostar de verão, isso me cativou.

Como já disse, esperava um romance no nível do livro da autora Stephanie Perkins, porém ao ler, me deparei com algo um pouco diferente. 

Belly, como protagonista e também narradora, nos esclarece que sempre pertenceu ao Conrad. No início, cheguei a pensar que iria me identificar com ela, pois o livro retrata a adolescência e o desenrolar de paixões, ou seja, um romance leve para direcionado para minha faixa etária, só que ao longo da história me deparei com uma personagem infantil que, ironicamente, detestava ser tratada como uma criança quando estava com um dos meninos.

Jeremiah ganhou minha simpatia com seu jeito meigo e sincero e na maioria das vezes me pegava torcendo para que ele e a protagonista se tornassem o casal principal. Já Conrad é o oposto do irmão, em grande parte da história ele agia de modo estranho, ocultava seus sentimentos e falava poucas palavras, o que chegou a me irritar em determinando momento e confesso que demorei um tempo para perceber o porquê da Belly ter se apaixonado por ele e não pelo seu irmão.

A história estava indo maravilhosamente bem, até tomar certo rumo que eu não gostei. Belly tomou atitudes e decisões que me deixaram "ok, você sempre quis isso, mas não vai valer a pena no próximo volume, anota aí o que eu estou te dizendo" e posso até justificar isso pelo fato de não ter gostado de Conrad e o modo em como ele a tratava. 

Apesar de todo esses prós e contras sobre o livro de Jenny Han, eu praticamente o devorei, foram apenas dois dias de leitura e expectativas à mil sobre o final, o que sucedeu ao o que vocês já sabem. Mas recomendo para quem gosta de verão, romance e indecisões amorosas.

Divergente

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Minha vontade de ler Divergente começou desde o início do ano. Todos estavam falando bem do livro, aliás, continuam e isso despertou meu interesse. Enfim, finalmente o li.

Divergente, livro escrito por Veronica Roth, relata a história de Beatrice, uma garota de dezesseis anos pertencente à facção da Abnegação - uma das cinco facções existentes na Chicago Futurista - que se vê próxima à uma decisão que poderá mudar sua vida para sempre. Após realizar o Teste de Aptidão, uma simulação que designará quais opções cada adolescente poderá escolher dentre elas: Erudição, Franqueza, Abnegação, Audácia e Amizade, alega que, na verdade, Beatrice é uma divergente. E isso acarretará diversos perigos para Tris, incluindo morte como um deles.

Antes de qualquer coisa, devo admitir que este livro me surpreendeu e muito. Eu, apesar de todas as minhas expectativas sobre essa distopia, estava com o pé atrás em relação à protagonista, com medo dela tomar decisões erradas entre outras coisas e, eventualmente, me fazer torcer o nariz para a história. Mas Beatrice - que posteriormente é chamada de Tris - provou o quanto eu estava errada. Me deparei com uma personagem de aspecto frágil, baixinha, magra e com corpo de criança, porém com uma personalidade forte e, admito, bem diferente das personagens principais que estou acostumada.

A narrativa em primeira pessoa é excelente e fez com que eu lesse Divergente em pouquíssimos dias. Veronica Roth possui um modo singular de desenvolver suas cenas, sempre explicando-as com fatos ou destacando os detalhes. E achei interessante o fato da autora caracterizar cada facção. A Erudição com conhecimento. Abnegação com altruísmo. A Amizade com a união. A Franqueza com a sinceridade. E a Audácia, facção que a personagem escolhe, com coragem.

O livro é carregado de ação e com personagens intrigantes. A todo momento a bravura é testada, o medo tentando ser superado e a constante luta para permanecer com a mente sã no decorrer das páginas. E um romance na medida certa.

A obra me fez lembrar um pouco de duas sagas: Jogos Vorazes, por dividir o povo em partes e Harry Potter com o Teste de Aptidão que destina para qual(is) facção(ões) a pessoa é compatível.

O desfecho é devastador. Temo falar que não poderei dizer mais nada além do que já mencionei. Apenas asseguro que depois de ler Divergente, vocês irão imediatamente para a livraria comprar Insurgente com uma enorme curiosidade e saudades repentina das personagens.

A Corrida de Escorpião

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A Corrida de Escorpião é um romance/drama escrito por Maggie Stiefvater que relata a jornada de dois jovens, Sean Kendrick e Puck Connolly, na competição entre os capaill uisce, os sanguinários e misteriosos cavalos d'água. Tanto um quando o outro são induzidos a enfrentar obstáculos e descobrem que o preço da vitória é inestimável.

Lembro que fiquei interessada pelo livro quando visitei ao Amount Of Words e em como a Giu escreveu uma resenha eufórica dizendo o quão boa a obra é.

Ao lê-lo me encantei com o modo a autora o narrava de tal forma que a mágica presente nos capaill uisce e na pequena ilha eram transmitidas nas palavras. E o interessante é o fato que a narrativa é intercalada entre o casal principal de jovens dando, dessa forma, importância e destaque para ambos.

Kate "Puck" Connolly se mostrou uma personagem de peso, quebrou meu julgamento precipitado de uma personagem dramática e vítima, pelo contrário, Puck cumpriu minhas expectativas. Sean Kendrick foi um impacto para mim com sua calma e uso de poucas palavras. Um protagonista diferente de muitos já lidos.

A lenda dos cavalos d'água foi nova para mim, admito. Um sobrenatural de qualidade que ultrapassa vampiros, lobisomens e fantasmas. E as cenas de ação e tensão foram fantásticas!

O romance é, em termos, tratado em segundo plano de modo que passei grande parte do livro em busca de cenas conjuntas entre os protagonistas. Porém, quando ele acontece chega a ser libertador. 

A Corrida de Escorpião me surpreendeu em diversos aspectos e se mostrou tão encantador que quando o finalizei fiquei com um aperto (enorme) no coração e uma vontade enorme de ir à livraria e comprar todos os livros da Maggie. Espero que aconteça o mesmo com vocês.

Como salvar uma vida

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Não pretendia ler a obra de Sara Zarr antes de ver a capa pessoalmente e comprar. Aquela velha história de "comprei o livro pela capa".

Como salvar uma vida conta a história de duas adolescente prestes a ter suas vidas transformada de forma radical e impulsiva. Jill acabou de perder o pai, que a amava como um louco, e se vê em conflito consigo mesma e com todos a sua volta, incluindo a própria mãe. Mandy está grávida e desamparada. Sua mãe nunca a quis e não liga para a sua gravidez. Mandy encontra uma chance de mudar sua própria vida quando encontra um anúncio da Robin, mãe de Jill, na internet falando sobre o amor que ela têm e gostaria de dar para uma nova vida.

A história que a autora construíu é simples assim como seu modo de contá-la. O livro tem sua narração intercalada entre Jill e Mandy, o que é interessante e faz com que a leitura seja mais rápida. As personagens são diferentes em vários aspectos. A filha de Robin não é mais a mesma desde a morte de Mac, seu pai, e em diversos momentos ela tenta recuperar sua antiga personalidade e não suporta a ideia de Robin querer adotar uma criança. Mandy é inocente, apesar de carregar uma infância traumática nas costas. Devido ao mesmo motivo, ela pretende dar o bebê que espera para a adoção numa tentativa de dar uma futuro melhor para sua filho.

Ravi e Dylan são encantadores. Dylan é o namorado de Jill e em todas as vezes ficou ao seu lado até mesmo quando ela só sabia criticar Mandy e não conseguia lidar com sua própria vida. Ravi é como complemento do namorado de Jill e parte que faltava na mesma.

A capa transmite bem o que as personagens estão sentindo: Solidão.

O final é previsível, mas não deixa de ser lindo e emocionante. Ocorreu no tempo certo e cada palavra usada por Sara Zarr era carregada de emoção e significado de um jeito delicado. Recomendo! Leitura obrigatória!

Cidade dos Ossos

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Finalmente assisti a adaptação de TMI e, sinceramente, o filme preencheu algumas das minhas expectativas e me decepcionou em outras. Claro que nós, leitores, sempre esperamos e torcemos para que as atuações sejam magníficas, os cenários parecidos com os de nossas mentes e um roteiro fiel. Mas Cidade dos Ossos, para mim, é um caso à parte.

 Clary Fray (Lily Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova York diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower), mas acaba se envolvendo também em uma complicada paixão

Antes de ir aos cinemas, li muitas críticas negativas e positivas e estava temendo que Os Instrumentos Mortais fosse uma decepção como Percy Jackson & Os Olimpianos foi e - segundo críticas - continua sendo. 

Assisti dublado sendo que não gosto e a dublagem me incomodou muito. Recomendo que assistam legendado, porque dá mais emoção e vida à obra. Pode parecer irrelevante, mas depois de ver várias entrevistas com o elenco e ouvir as reais vozes dos mesmos, senti aquele impacto ao ver com áudio português. 

Confesso que, sim, a adaptação fugiu em alguns pontos, tomou um rumo diferente que - na minha opinião - foi o motivo para que muitos torcerem o nariz. Notei que algumas passagens foram invertidas em relação ao livro, houve diversos deslizes como mostrar cenas que só deveriam acontecer no próximo filme (recomendo que leiam até o Cidade das Cinzas para evitarem spoilers) e presença de personagens em cenas que o livro não exigia. O ator que interpreta Valentim, além de ter os cabelos negros, não me transmitiu a sensação de "O Temido Valentim". O tão esperado clímax não preencheu minhas expectativas, as batalhas foram longas demais, o vilão como a Ana Aires disse, dava tédio e a ponta solta foi quase inexistente.

Ok, você deve estar pensando agora "Depois de todas essas críticas, Sarah, você ainda conseguiu gostar?" e a resposta é sim. As atuações foram ótimas, Lily Collins me surpreendeu, Jamie Campbell conseguiu mostrar para aqueles que estavam duvidando dele, um excelente e ácido Jace e, por último mas não menos importante, Robert Sheehan me fez gostar de Simon e cogitar a ideia de voltar a assistir Misfits só para ter mais de sua atuação. A trilha sonora cumpriu o seu trabalho, a música da Demi e da Colbie foiram as que mais marcaram, Heart by Heart deixou a cena do beijo entre Clary e Jace mágico. E, claro, não poderia deixar de falar dos efeitos especiais fantásticos! 

Sei que a continuação será melhor, erros poderão ser reparados e deslizes de roteiro eliminados. Espero que a autora, Cassandra Clare, continue ao lado do diretor, Harald Zwart. E, sinceramente, concordo que Os Instrumentos Mortais pode se tornar uma grande saga de sucesso.

Clube da Luta



Não faço ideia de como farei a resenha desse livro tão... tão. Confesso e já peço desculpas ao responsável pelo Clube da Luta, pois vou ter que falar dele e sei que estou violando a primeira regra do mesmo.

O livro conta a relata a história de um personagem sem nome que sofre de insônia e passa a frequentar grupos de apoio, pois vendo o sofrimento verdadeiro ele consegue repousar a cabeça no travesseiro e dormir. Ele trabalha em uma compainha de recall e sabe qual dia da semana é de acordo com a cor da gravata de seu chefe. Em um dos vários grupos de apoio que é membro, conhece Marla Singer e segundo ele, ela é uma mentirosa, fingida e farsante pois não possui nenhum problema, não está morrendo, assim como ele. 

Tyler Durden é o grande personagem da história, na minha opinião, ele conhece Durden em uma viagem de trabalho e passa a morar com ele devido à explosão sem explicação de seu apartamento.

No início, a narrativa é (bem) confusa e cheia de furos que iam se fechando ao longo das páginas. Havia momentos que eu tinha que voltar a leitura para entender um momento posterior, mas acho que era a grande intenção de Palahniuk: deixar o leitor confuso e perdido assim como seu protagonista estava.

O livro é repleto de passagens instantâneas de modo que uma hora você acorda e está em um lugar diferente, um aeroporto diferente.

Regras do Clube da Luta:
"A primeira regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta. A segunda regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta. A terceira regra do clube da luta, quando alguém diz "pare" ou fica desacordado, mesmo que esteja fingindo, a luta acaba. Apenas duas pessoas lutando. Apenas uma luta por vez. Eles lutam sem camisa e sem sapatos. As lutas duram o quanto que tiverem que durar. Estas são as outras regras do clube da luta."
Tyler é um homem repleto de ideias sem sentido e ele que criou o Clube da Luta, pois elegava que não poderia morrer sem cicatrizes. As ideias do mesmo, no decorrer do livro, chega aos ouvidos de várias pessoas sendo que há momentos que o local que os homens se reuniam aos sábados fica lotado e só um determinado número pode entrar. Assim como o clube cresce, a mente anarquista de Durden também e o surgimento do Projeto Desordem e Destruição.

A obra de Palahniuk é um encaixe perfeito e com uma genialidade digna de prêmio. Uma obra violenta, mas não totalmente física, e sim, uma violência reflexiva que de uma forma ou de outra, te obriga a pensar.

O final é o melhor. Todos os "buracos" finalmente fazem sentido. E o protagonista decide seu rumo de uma forma épica.

Anjo Mecânico



Já faz um (bom) tempo que li o primeiro volume da série das Peças Infernais escrita pela Cassandra Clare e só vi que faltava aqui quando comecei a escrever a resenha do segundo volume: O Príncipe Mecânico. Mas acontece.

Decidi ler Anjo Mecânico porque, na época, eu tinha terminado os livros já lançados no Brasil de TMI e como disse, Cidade de Vidro terminou com um ar super "The End" e a Cidade dos Anjos Caídos foi uma leitura muito rápida (e boa), só que eu precisava de mais palavras escritas pela autora.

Bom, o livro conta a história de Tessa (Theresa) Gray, uma garota que embarca rumo à Londres Vitoriana para encontrar seu irmão, Nathaniel, devido a morte de sua tia. Ao chegar, Tessa é apresentada à duas senhoras, Sra. Black e Sra. Dark que dizem que o próprio irmão da protagonista as enviou para recebê-la. A protagonista é levada até a casa das respectivas irmães e com elas descobre que têm um poder que a faz entrar no Mundo dos Caçadores de Sombras.

A protagonista, que no início era uma garota inocente, mostrou sua personalidade me fazendo mudar de ideia.

O que eu gostei do livro, aliás, foi a personalidade das personagens como Will Herondale, no início, se mostrou um pouco parecido com Jace de TMI, mas logo mostrou que eu não podia estar mais enganada. Me apaixonei na hora. Ele é arrogante e faz piadas cruéis que sabe que irão machucar as pessoas ao seu redor. Jem Carstairs é o oposto de William e o sonho de qualquer leitora. E outros como: Charlotte, Henry, Sophie... Claro que não deixei de notar que a maioria do enredo possuem sobrenomes conhecidos e quando via, sempre tentava ligar com alguma personagem de Nova York.

Gostei do modo que a autora retratou a Antiga Londres e as citações de livros antigos ao decorrer da obra. A narrativa é em 3ª pessoa, o que, na minha opinião, foi e sempre será uma perfeita opção para todos os livros da Cassie.

No início, fiquei com o pé atrás com todos do livro, mas me apeguei a todos de uma maneira... Inevitável. O fim é ótimo e dá aquele gostinho de "God, cadê a continuação?" e a decepção que segue ao perceber que vai ter que esperar lançar. (O Vol. 2 foi lançado em Março)

Se eu recomendo? É claro! Leitura Obrigatória.

Fazendo Meu Filme 4

A series of serendipity
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Depois de séculos, finalmente terminei a série da Paula Pimenta! Confesso que demorei para entrar no "clima" do livro, porque comecei a ter diversas opiniões ao mesmo tempo e no início, a narrativa não conseguia me prender.

Não leia os parágrafos abaixo caso você não tenha feito a leitura de Fazendo Meu Filme 3. Contém spoilers!

Bom, nesse volume da FMF a protagonista, Fani, se encontra em Los Angeles cinco anos depois de receber a bolsa de estudos que o Christian lhe ofereceu. Apesar da separação brusca e dos palavras trocadas e mal interpretadas do término de Fani e Leo, ambos carregam sequelas e ainda a lembrança forte daquela amor que eles tiveram aos dezoitos anos. O casal seguiu rumos diferentes e será que esses rumos poderiam se encontrar novamente?

Bom, muita coisa acontecer no decorrer dessas 600 páginas (sim, 600 páginas!). Passaram-se cinco anos e com isso, a narrativa foi dividida: um capítulo relatando os acontecimentos do passado e outro relatando o presente da personagem. No meio do livro, recebi uma surpresa: o Leonardo iria narrar a sua história. Como vocês sabem, sempre torci o nariz com o namoro da protagonista com o Leo e não fique nada feliz com essa escolha a princípio, mas  a narrativa do Leo me surpreendeu e acabou me prendendo mais que a história da Estefânia. Com o protaganista, eu torcia, ficava feliz, ria... Foi novo e interessante de se ler. 

A ideia e as histórias de ambos foram bem elaboradas de tal modo que em certo momento tudo se encaixou e isso me encantou, pois eu amo quando isso acontece em livros. 

O final foi prevísivel e clichê, me contentei porque acho que essa era a intenção da autora: Mostrar um final feliz e finais felizes são clichês. Mas Paula deu finais ótimos para as personagens: Ana Elisa, Gabi, Christian, Tracy e outros... Ela deixou um pouco de lado o Rodrigo e a Priscila nesse volume pelo simples motivo dessas personagens serem protagonistas da outra série que ela está escrevendo no momento.

O que eu mais gostei da saga não foi o romance nem os obstáculos que as personagens passaram devido à ele, mas a força de vontade e a luta que a Fani teve para realizar o seu sonho. Ela mereceu a história que teve. 

Bom, não vou dizer mais nada! Acho que já falei demais e vocês me conhecem...  Alguém que lê FMF é team Christian? Preciso de alguém que goste do Christian, porque não morro de amores pelo Leo... 

Enfim, recomendo e pra quem chorou em FMD 3, aviso: fiquem com uma caixinha de lencinhos ao seu lado. 

Quem é você, Alasca

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Passei um tempo me indagando se leria ou não "Quem é você, Alasca?" porque, confesso, li críticas negativas em relação ao livro e desanimei muitas vezes.

"Quem é você, Alasca?" é narrado por Miles Halter, um garoto comum que se vê cansado da vida sem amigos e medíocre que leva. Halter coleciona as últimas palavras das pessoas, pergunte a ele qual foi a última frase/palavra/sentença de alguém e ele te responderá. Devido ao hobbie, ele decide mudar para Culver Creek em busca do "Grande Talvez" que o poeta François Rabelais citou quando estava prester a morrer. Nela, ele conhece Alasca Young, ela o mudará e o lançará para seu misterioso labirinto.

Não sei como vou começar a resenha da obra do John Green pelo simples fato dela ser complexa e ao mesmo tempo tão simples. Os recursos, as passagens, a narrativa do autor te cativam logo nas primeiras páginas e chega uma hora o livro te prende de tal maneira e você pensa: "Cara, eu preciso terminar esse livro!".

A personagem principal é um garoto comum. Ele é fofo e tímido, mas também tem seus momentos egoístas e idiotas. Após conhecer Alasca, uma garota com uma bipolaridade explosiva, autodestrutiva, engraçada, problemática e inteligente, que está em busca da saída do Labirinto assim como Miles está com o Grande Talvez ele se descobre apaixonado. Mas ela é apaixonada pelo Jake, seu namorado. Em Culver Creek, Halter também conhece Chip, mas ele prefere ser chamado de Coronel, Takumi e Lara.

Na minha opinião, o livro é engraçado e triste, bem à la John Green (bom, se você leu "A Culpa é das Estrelas" sabe bem essa definição). Há vários momentos de reflexão e frases que merecem ser destacadas ao longo da leitura.
"Se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão." 
“Duvido que um instante de dor intensa pareça instantâneo.”
“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.”
As personagens te envolvem de tal modo que você chora, ri e compreende seus problemas e começamos a nos perguntar quem realmente Alasca é. E talvez, você até encontre a saída do seu Labirinto.

Se eu recomendo? É claro e nas palavras de Hazel Grace: eu leria até a lista de compras do John Green.

Fazendo meu filme 3

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Ganhei "Fazendo meu filme 3" de aniversário e sorri de orelha à orelha ao recebê-lo.

Nesse livro, Fani está de volta a Belo Horizonte e enfim, com a chance de viver sua paixão com o Leo. Aparecem vários problemas, conflitos e outros tópicos na vida da personagem. Ela sente falta da Inglaterra e demora para se "encaixar" a sua vida "normal". Porém, está mais madura e cheia de experiências na bagagem de volta. Seu namoro com Christian é como um fantasma.

Não vou dizer mais nada, porque eu gosto de começar um livro sem saber nada, não leio sinopse, não vejo trailer book por puro medo de os acontecimentos não me surpreenderem do jeito que deveriam. Tentem!

Bom, o que eu achei do terceiro livro da Fani? Posso dizer que ao decorrer da narrativa tive várias opiniões diferentes. Nessa obra, teve muitas doses de Fani e Leo, e eu, que sou do contra, torci o nariz com o namoro dos dois. Fani, que sempre teve a habilidade (ou defeito) de complicar e fazer drama para tudo que acontece com ela, ficava paranoica com o ciúmes do Leo e isso me incomodou! O namoro das personagens, devo admitir, é fofo e o Leo é o tipo de namorado que toda garota sonha. Sem contar o fato da Fani tomar as decisões erradas e não seguir os conselhos que lhe davam. Sempre vou preferir o Christian, desculpa, Leonardo! Amo todas as amigas da Fani, principalmente a Ana Elisa e a Gabi! Acho que a Paula mostra bem como é a amizade verdadeira com elas.

A capa desse livro é linda! Mas ainda morro de amores pela a do volume anterior. A narrativa da Paula Pimenta é uma delícia, como eu já disse, e nem parece que o livro possui 400 páginas!

O final é ótimo. Sei que muita gente chorou, bateu o pé e não gostou do rumo que a vida da protagonista tomou, mas eu fiquei feliz! Apesar de todas as escolhas erradas da Fani (que foram muitas, se preparem), acabou que deu tudo "certo".

Se eu gostei? Sim, mas não terminei o livro sentindo nada além disso. Se pararmos para pensar é uma história simples, mas é bem explorada em alguns pontos. E apesar do todo drama queen adolescente da protagonista, recomendo esse livro para todos. 

As vantagens de ser invisível



Na época que eu queria ler este livro não conseguia achar em nenhuma livraria porque ele estava em processo de outra edição de capa, a que possui o Logan Lerman, Emma Watson e o Ezra Miller. Acho a capa linda apesar de muito blogueiros preferirem a capa de origem dos livros.

Essa obra do Stephen Chboshy conta a história de Charlie, um garoto que sofre de problemas mentais e acaba de entrar para o Ensino Médio. Onde ele se encontra sem amigos, pois o seu mais próximo cometeu suicídio. E logo seu único amigo é Bill, um professor de inglês que recomenda a ele livros. Charlie é um adolescente sozinho, "problemático", mas logo conhece Sam e Patrick, que se tornam seus amigos e o fazem se sentir infinito.

O livro é narrado em primeira pessoa através de cartas onde Charlie se comunica com o leitor, assim tratando ele como se fosse um melhor amigo em poucas páginas. O mesmo aborda diversos tabus, como: Homossexualismo, drogas, sexo, problemas psicológicos e outros, mas de um jeito delicado e nada "pesado". Apesar de ser o primeiro romance de estréia de Chboshy (ele não lançou mais nenhum livro após esse), ele soube narrar de forma adequada e nada cansativa, aliás, o livro é bem curtinho.

Posso dizer que esse livro toca cada leitor de uma maneiro diferente. Uns podem sentir falta de algo, outros terminarem de lê-lo pensando na vida ou se já se sentiram infinito nela. Bom, eu me senti infinito. Há metáforas, frases e pensamentos tocantes ao longo da história de Charlie. Aposto que muita gente se pergunta o porquê do autor ter escrito esse tipo de obra tão singular. Nunca li nenhum tipo de livro que abordasse esses temas tão "delicadamente".

Sobre o filme: Achei que o roteiro foi bem fiel a obra, não totalmente, mas parcialmente. As escolhas dos atores foram perfeitas e eles exerceram um ótimo papel. Me emocionei ao assistir o filme, apesar de acabar demorando para vê-lo porque eu estava aguardando ele sair nos cinemas da minha cidade, o que não aconteceu. Adorei tanto o livro quanto o filme. Assistam e leiam!

Se você que ler algo que possua romance, delicadeza, realidade e suavidade, te recomendo As vantagens de ser invisível e te garanto: Você vai se sentir infinito. 

A culpa é das estrelas

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O livro conta a história de Hazel, uma paciente terminal de câncer que frequenta o Grupo de Apoio por obrigação da mãe, que alega que ela tem que ter uma vida e ser uma adolescente. Hazel tem dezessete anos e usa um cilindro de oxigênio - o que é bem desagradável - para auxiliar na sua respiração, já que, seu câncer se espalhou para os pulmões. Lá ela conhece o Augustus, um menino também de dezessete anos que está em SEC (sem evidência de câncer) e com ele sua vida muda e ela aprende que alguns infinitos são maiores que outros.

Antes de ler a obra literária do John Green, as pessoas não cansavam de falar como o livro era lindo, bem escrito e narrado, que quase desidrataram ao terminá-lo. Enfim, uma febre. E sempre que lia algum elogio ou alguém surtando por causa do mesmo, eu ficava me perguntando o porquê de tanto auê, pois já tinha lido a metade dele na internet e achei cansativo. Bom, vocês sabem que detesto ler livros online porque simplesmente não presto atenção.

Minha opinião mudou radicalmente ao (re)lê-lo. A história de Augustus e Hazel é autêntica, graciosa e bem elaborada. O livro aborda um assunto delicado que é o câncer e o trata com suavidade. As personagens possuem os seus defeitos, qualidades, temores e problemas. O que dá um toque de realidade para a história. A narrativa que inicialmente - quando li pela internet - achei cansativa, mudou totalmente quando segurei o livro e o li.

Às vezes me perguntava como um autor masculino conseguiu originar uma história que se passa aos olhos de uma personagem feminina e dar tão certo! Sem contar o fato que toda hora parava de lê-lo e ficava admirando a capa. O livro é cercado de metáforas e frases reflexivas que, confesso, me emocionaram. O próprio título é uma metáfora - sei que muita gente leu e não entendeu. Estou fascinada com a maneira de como o Green conseguiu criar, escrever e dar toques tão humanos a sua obra.

O final é lindo. Confesso que foi previsível para mim porque li tantos spoilers em relação de A culpa é das estrelas que lamento por não ter lido antes e me envolver ainda mais com o desfecho. Posso de dizer que é imprevisível até certo ponto. Me emocionei, sim. Mas não cheguei a chorar.


A Culpa é das Estrelas
Número de páginas: 288
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Autor: John Green.