A Elite

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Cá estou para dizer minha opinião sobre o sucessor de A Seleção, escrito por Kiera Cass. Bom, para aqueles que não leram o primeiro volume ou não curtem spoilers, eu aconselho que não sigam adiante, porque pode conter alguns. 

A Elite agora acompanha apenas as seis garotas remanescentes da competição que designará uma delas como a futura princesa de Illéa. America se encontra em um dilema pessoal: ela está totalmente dividida entre Maxon, o futuro rei do país e Aspen, seu ex-namorado que trabalha como guarda real. Seus sentimentos estão confusos e ela alimenta a dúvida de que não nasceu para governar uma pátria e muito menos tem os modos necessários para ser coroada. Porém uma decisão precisa ser tomada. 

Antes das minhas análises, críticas e elogios, devo confessar que por pouco não abandonei esse livro. A leitura não fluía, a cada vinte páginas procurava algo mais interessante para fazer e o fato de estar em inglês me dava uma certa preguiça. Porém me agarrei a esperança que talvez tudo pudesse mudar e houvesse uma reviravolta que me deixasse completamente sem fôlego e - depois de uma semana - finalizei essa obra. 

A protagonista neste volume se transformou em uma típica personagem principal de YA só que com uma característica que se destaca das outras: A indecisão. Como já disse, eu não gostei nem um pouco do triângulo amoroso que a autora construiu e continuo com a mesma opinião. Se a Kiera Cass o inseriu com a intenção de prender o leitor e fazê-lo torcer por algum, ela errou drasticamente com os elementos. Aspen não transmite emoção, o Príncipe Maxon perdeu aquela personalidade encantadora que tinha e passou a se tornar ausente. E America não ajudou com seu comportamento, ora queria um ora queria outro fazendo com que parecesse uma criança ao contrário de uma integrante de um mundo distópico.

Os ataques dos rebeldes não tem tanto foco e perdem a ação que deveriam possuir pois não são narrados além das paredes do abrigo ou dos estragos causados após deles. E a explicação para isso tudo não é muito bem trabalhada. Sem falar da recapitulação dos acontecimentos da Seleção me deram a impressão de que se alguém quisesse começar a acompanhar a trilogia a partir desde que estou resenhando, não ficaria perdido.

Devo dizer que fiquei muito decepcionada, porque A Elite tinha potencial para ser melhor, porém a autora preferiu se prendeu a problemas adolescentes e esclarecimentos vagos esquecendo dos deslizes que precisavam ser reparados.

Realmente não recomendo para quem não gosta de triângulos amorosos, heroínas perdidas e indecisas, porque possivelmente você poderá estar prestes a embarcar em um completo desapontamento. 

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