Buffy, the vampire slayer

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Um dos passatempos que desenvolvi antes de escolher um filme e, por fim, assisti-lo, foi o de analisar o catálogo da Netflix, confesso que perco a noção e leio todas as sinopses que passam diante dos meus olhos na esperança de uma despertar minha curiosidade ou interesse suficiente para colocar na lista de "depois eu vejo".

E nessas idas e voltas intermináveis encontrei uma série que teve início na década de noventa onde relata a vida de Buffy Summers, uma adolescente que acaba de se mudar para Sunnydale com a esperança de se livrar do seu cargo como Caçadora de Vampiros, porém a cidade da qual está morando é localizada no centro de um local que atrai cada vez mais fenômenos sobrenaturais, Hellmouth. Apesar dos supostos imprevistos, Summers consegue manejar uma vida semi-normal próxima de Xander e Willow, seus recém amigos, além de seu guardião inglês que se passa como bibliotecário e a ajuda com os acontecimentos imprevisíveis da cidade. 

O curioso fato é que o seriado surgiu de um filme fracassado que leva o mesmo nome, porém com o aperfeiçoamento do roteiro e a escolha correta do elenco faz com que Buffy, a Caça Vampiros se tornasse um importante programa na época além de dona de sete temporadas bem sucedidas e de críticas positiva por parte dos telespectadores.

Ao começar a assistir, me deparei com vários rostos conhecidos (e jovens) como Alyson Hannigan, a Lily de How I Met Your Mother; David Boreanaz, Booth de Bones; Bianca Lawson, Maya de Pretty Little Liars entre outros que qualquer um ficaria bobo ao vê-los atuando no início de suas carreiras. Tais figuras me incentivaram a acompanhar cada episódio com mais atenção às personagens. 

A fórmula que Buffy possui é vantajosa já que o telespectador não se vê torcendo ou receoso para a revelação de seu segredo, pois os atores coadjuvantes tem consciência de suas habilidades, o que dá espaço para diversos tipos reações e cenas.

O fato da série ter começado nos anos noventa mostra que os efeitos especiais não podem ser sequer comparados com os atuais, mas as falhas não foram empecilho para parar de vê-la, aliás, a tornam mais especial de certa forma e fez com que eu focasse mais no conteúdo que não traz somente criaturas noturnas.

Para os fãs de Supernatural e outros seriados de mesmo assunto, é uma ótima viagem para outra década  complementada com lendas, mitos e conflitos adolescentes. 

5 filmes que você deveria assistir

Assistir a certos filmes que não estão presentes nos principais sites de cinemas ou até mesmo nunca foram para suas grandes telas é semelhante a uma aventura. Pouca gente, de fato, já contemplou suas cenas ou outras simplesmente nunca ouviram falar sobre e nem faz ideia dos nomes pertencentes ao elenco e só resta você, em frente à tela do computador ou televisão, com uma certa insegurança acompanhada uma feição de interrogação prestes a embarcar em um história que a única evidência de ser possivelmente boa é através da sinopse (e convenhamos, algumas mentem). 

E é por isso que listei alguns filmes que não são considerados um Titanic ou Dirty Dancing da vida, mas que podem te fazer sorrir e até mesmo chorar durante a aventura desconhecida que, caí entre nós, você vai ficar curioso em desfrutar. 

 Eu sem você ou Me Without You clique aqui para assistir ao trailer

Como principais personagens, Michelle Williams e Anna Friel atuam Holly - amante de livros, com pais protetores e notas razoáveis - e Marina - resumida em drogas, instabilidade e auto-destrução - na década de 70. Ainda pequenas, as duas fazem um pacto de amizade que perdura por anos, mas que vai se desgastando com à medida que os calendários são trocados e mostra como tal laço pode ser tornar um empecilho na vida de ambas. 

É um filme para odiar e amar, vou logo dizendo. Não sei ao certo qual sentimento você irá ter com o rolar dos créditos, porém, só pelo falo de sair do clichê sobre "vamos ser melhores amigas para sempre" além daquele sotaque britânico já vale os minutos gastos.


Estrelado por Hugh Dancy (o mocinho de Os Delírios de Consumo de Becky Bloom) e Rose Byrne (A rival da melhor amiga da noiva em Missão Madrinha de Casamento), Adam relata o cotidiano de um jovem que possui a Síndrome de Asperger que vive em seu próprio mundo e possui dificuldade de se relacionar com as pessoas ao seu redor, até que se esforça para conhecer Beth e com sua ajuda, ele descobre e evolui ao seu lado. 

A sinopse parece ter sido retirada de um dos livros do Nicholas Sparks, entretanto - como eu já disse - ela engana. O filme não tenta mostrar para o telespectador uma imagem apenas romântica e "juntos, nós vamos superá-la" da doença, mas a sua forma mais próxima da realidade com sensibilidade e profundo se você ler suas entrelinhas. 



Após terminar com Suzy, o estudante Ben Willis simplesmente não consegue ter uma noite de sono completa depois de comprovar o fato dela ter o esquecido num piscar de olhos. Sua insônia, estado que o faz viver seus dias meio acordado e meio dormindo, o leva a trabalhar num supermercado no turno da noite. O local que não há nada de especial mostra a arte para o protagonista assim como as personagem que a ajudam em sua construção, ele imagina que é capaz de congelar o tempo enquanto passa a observar as pessoas ao seu redor. 

Só pelo fato de ter término, algo presente/constante na realidade, arte e o congelamento do tempo não pensei duas vezes antes de começar a assistir. É ótimo. 

Na Natureza Selvagem ou Into the Wild clique para assistir ao trailer

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Não tenho palavras para descrever o trabalho dirigida por Sean Penn e composta pela trilha sonora deliciosa com a voz do vocalista do Pearl Jam, é... Incrível. Obra que deveria ser considerada obrigatória para todas as pessoas. O filme trata sobre o autoconhecimento, influência, sociedade e um protagonista que tem uma opinião sobre ela que qualquer um se vê boquiaberto ao acompanhar. É maravilhoso. 

Cinco pela Cura ou Five clique para assistir ao trailer

Com a direção de atrizes conhecidas, o filme é composto por cinco curta-metragens que tem como assunto principal o Câncer de Mama e mostra desde o momento do diagnóstico, através de um de histórias interligadas que usa o humor e drama para focar no efeito desta doença e as diferentes etapas de diagnóstico nos relacionamentos e da forma que as mulheres entendem a si mesmas, enquanto buscam conforto, força, descobertas médicas e, finalmente, uma cura.

Não vou gastar palavras descrevendo o que senti ao acompanhar cada história, cada pessoa e cada vida no decorrer de aproximadamente 90 minutos. Deixarei para que você me conte o que achou. 

Crítica: Divergente


Há um mês, foi lançado nos cinemas brasileiros o tão aguardado filme - que você já sabe o nome pelo título acima - dos fãs da autora Veronica Roth e das personagens de sua distopia situada nos antigos Estados Unidos. Bom, eu o assisti e, para evitar um pouco de suspense, realmente gostei. 

Para quem não teve a oportunidade de ler ou ir aos cinemas, a história se resume em Beatrice, uma garota de dezesseis anos pertencente à  Abnegação - uma das cinco facções existentes na Chicago Futurista - que se vê próxima a uma decisão que poderá mudar sua vida para sempre. Após realizar o Teste de Aptidão, uma simulação que designará quais opções cada adolescente poderá escolher dentre elas: Erudição, Franqueza, Abnegação, Audácia e Amizade, ela descobre que é uma Divergente. E esta simples palavra pode acarretar diversos perigos para Tris, incluindo morte.

Quando finalizei Divergente e fui analisar seu trailer assim como a breve atuação dos atores, fiquei com um pé atrás em relação à Shailene Woodley embora não tivesse nenhum argumento contra, mas e se ela não conseguisse dar aquela essência de coragem misturada com altruísmo que a Beatrice possui? Porém ao ver a adaptação fiquei realmente contente com o seu trabalho. Assim como Theo James, o ator britânico que se esforçou no sotaque americano, na personalidade impenetrável exigida de seu papel e acabou mostrando um excelente Quatro. 

Poucos atores chamaram a devida atenção como, por exemplo, a amizade com a Christina que foi pouco explorada e devido a esse fator, as cenas que deveriam possuir aquela carga emocional maior, não tiveram tanto impacto. Entretanto, gostei das partes que Caleb e Peter (admito, até mesmo com o Eric) faziam suas devidas aparições. 

A adaptação não focou na violência. Há, claro, cenas de lutas e brigas, porém não chega a ser um Clube da Luta da vida ou algo tão impactante. Foi numa dosagem certa. O romance também não deixa a desejar, mas o trailer denunciou muitas coisas que, evidentemente, deixariam o telespectador extasiado se só as visse quando estivesse em frente à grande tela do cinema. 

A trilha sonora foi bem escolhida e o nome da cantora britânica Ellie Goulding surgiu várias vezes em minha mente quando reconhecia suas músicas. As melodias davam a impressão de que algo estava prestes a acontecer e enchiam meu peito com a sensação que não sei ao certo definir. 

Devo comentar também sobre a narração da protagonista, o que foi uma jogada interessante, pois sua breve descrição em determinados momentos ajudaram as pessoas que não leram a obra de Roth a não ficarem perdidas no meio de tantas tatuagens e facções. 

Entretanto, não estou aqui só para elogiar. Notei alguns deslizes e não concordei com devidos cortes que poderiam fazer com que o filme tivesse mais fluidez. Quem leu, sabe do que estou falando. Algo que caracterizasse algumas personagens, como o Peter. E o fato de não mostrar os demais iniciados em suas simulações ou disputas para ter um pouco de dinâmica. 

Espero que os erros sejam reparados até mesmo porque o diretor Neil Burger não fará a sequência da franquia, o que pode ser sinônimo de importantes melhorias (da mesma maneira que aconteceu com Jogos Vorazes). Mas admiro a fidelidade que ele conseguiu conservar no decorrer do filme. 

Ouça: Cícero Lins

Foto de Cícero

Cícero Lins é um cantor e compositor carioca que lançou seu primeiro CD em 2011 através da internet e continua presente até os dias atuais. Suas músicas são como bolos recém saídos do forno, bem caseiros e com uma pitada de sinceridade. Lins é como um daqueles cantores que você não ouve com muita frequência, mas quando tem a oportunidade de ouví-lo, canta baixinho e com um sorriso de canto de boca. 

Possivelmente eu não esteja comprovando meu argumento apenas o elogiando, talvez só alguns já tenham ouvido uma vez ou outra dele ou até mesmo visto uma das suas letras em determinada rede social, portanto escute algumas das suas músicas e se encante: 


Ouça: Andrew Belle

We speak in silence.

Geralmente faço listas e cito alguns artistas dos quais acho no Last.fm, YouTube ou até mesmo no 8tracks e gosto de suas músicas. Porém esse cantor merece um espaço em especial e, como o título já diz, o nome dele é Andrew Belle

Conheci Belle através da trilha sonora de Grey's Anatomy onde In My Veins me cativou instantaneamente e, como qualquer pessoa normal faria, passei a ouvir suas músicas. Aquela história de sempre e um pouco mais de blá blá blá. O fato é: suas canções são ótimas e as letras, incríveis. Seu gênero musical faz bem o meu estilo e seu nome preenche a biblioteca do meu iTunes. Talvez ele também te encante e você passe a cantarolar suas composições quando estiver distraído(a). 

E qual é o nome do artista que te encantou à primeira música? Deixe nos comentários!

Lista: Conheça alguns canais literários estrangeiros

Vez ou outra, quando me vejo cansada de alguns canais do Youtube, passo a procurar outros e nessas buscas sem compromisso, acabo encontrando youtubers americanos/britânicos/de-todas-as-nacionalidades-possíveis muito bons e até mesmo hilários. Confira alguns e quem sabe, até goste assim como eu deles:

BOOKABLES

BOOKSANDQUILLS

POLANDANDBANANASBOOKS


THE READABLES
Espero que vocês tenham gostado tanto dos vídeos quando dos post! Recomendem outros vlogs/canais nos comentários!

Perdão, Leonard Peacock

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Como faz um tempo que não apareço e atualizo o blog, decidi fazer a resenha de um livro que entrou nos meus favoritos para minha volta por aqui, que é do mesmo autor do livro O Lado Bom da Vida que originou a adaptação cinematográfica de mesmo nome. 

Perdão, Leonard Peacock retrata a vida de Leo, um menino que está prestes a cometer suicídio no dia do seu aniversário, mas antes desse acontecimento ele precisa se despedir e entregar presentes para as pessoas que são importantes e, claro, matar o seu ex-melhor amigo com a pistola do Reich, que pertencia ao seu avô e se encontra na sua mochila esperando a hora correta para ser disparada e tirar a vida de dois adolescentes até o final do dia.

Já tinha ouvido falar da obra de Matthew Quick, mas só parei realmente para ler suas críticas depois que comprei o livro. Eu não pretendia, mas a sinopse me chamou a atenção já que tinha acabado de finalizar A Lista Negra que, de certo modo, trata do mesmo assunto. E então fiquei entusiasmada com a futura leitura. 

Leonard Peacock é um protagonista intenso apesar de sua idade, sinto que através dele diversos tópicos importantes como a negligência de uma mãe, humilhação e abuso e até mesmo outros despercebidos pela maioria de nós, e com esse pronome não me refiro somente aos leitores, mas às pessoas em geral, foram esclarecidos Lembro que diversas vezes tinha que marcar uma frase ou outra embora não tenha o costume disso pois elas possuíam certo impacto ao serem lidas. 

“Primeiro eles o ignoram, depois riem de você, em seguida lutam com você, e então você ganha.”
“Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira.”

“Não faça isso. Não vá para esse trabalho que você odeia. Faça algo de que goste hoje. Ande de montanha-russa. Nade pelado no mar. Vá para o aeroporto e pegue o próximo voo para qualquer lugar apenas por diversão. Gire um globo terrestre, pare-o com o dedo e, em seguida, planeje uma viagem para aquele lugar. Mesmo que seja no meio do oceano, você poderá ir de barco. Coma alguma comida exótica da qual nunca ouviu falar. Pare um estranho e peça a ele para lhe explicar em detalhes seus maiores medos, suas esperanças e aspirações secretas, e em seguida diga-lhe que você se importa. Porque ele é um ser humano. Sente-se na calçada e faça desenhos com giz colorido. Feche os olhos e tente ver o mundo com seu nariz - permita que o olfato seja a sua visão. Ponha o sono em dia. Ligue para um velho amigo que você não vê há anos. Arregace as pernas da calça e entre no mar. Assista a um filme estrangeiro. Alimente esquilos. Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira. Só não volte para aquele lugar miserável para onde vai todos os dias. Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz. Por favor. Este é um país livre. Você não precisa continuar fazendo isso caso não queira. Você pode fazer o que desejar. Ser quem quiser. (…)”
A escrita de Matthew Quick é deliciosa, você devora o livro em poucas horas. Uma narrativa realista e triste que te preenche de questionamentos: Por que um rapaz que cursa o Ensino Médio iria querer se matar? Por que ele tem de entregar presentes antes de pressionar o gatilho? Quais foram os motivos que o levaram a pensar em suicídio? E à medida que encontrava respostas, ficava comovida não apenas pelo protagonista, mas pelas pessoas ao seu redor. 

O final é ótimo, confesso que fiquei emocionada e chorando de madrugada com a obra de Q em meu colo. A humanidade, vulnerabilidade e realidade inseridas me conquistaram. Fiquei triste e um pouco pensativa, porque sei que esse era o objetivo do escritor quando decidiu explorar este assunto: Fazer com que pensássemos e talvez mudássemos um pouco nossas atitudes. 

Leia. É extraordinário de um forma diferente. Apenas... Leia.