
Há um mês, foi lançado nos cinemas brasileiros o tão aguardado filme - que você já sabe o nome pelo título acima - dos fãs da autora Veronica Roth e das personagens de sua distopia situada nos antigos Estados Unidos. Bom, eu o assisti e, para evitar um pouco de suspense, realmente gostei.
Para quem não teve a oportunidade de ler ou ir aos cinemas, a história se resume em Beatrice, uma garota de dezesseis anos pertencente à Abnegação - uma das cinco facções existentes na Chicago Futurista - que se vê próxima a uma decisão que poderá mudar sua vida para sempre. Após realizar o Teste de Aptidão, uma simulação que designará quais opções cada adolescente poderá escolher dentre elas: Erudição, Franqueza, Abnegação, Audácia e Amizade, ela descobre que é uma Divergente. E esta simples palavra pode acarretar diversos perigos para Tris, incluindo morte.
Quando finalizei Divergente e fui analisar seu trailer assim como a breve atuação dos atores, fiquei com um pé atrás em relação à Shailene Woodley embora não tivesse nenhum argumento contra, mas e se ela não conseguisse dar aquela essência de coragem misturada com altruísmo que a Beatrice possui? Porém ao ver a adaptação fiquei realmente contente com o seu trabalho. Assim como Theo James, o ator britânico que se esforçou no sotaque americano, na personalidade impenetrável exigida de seu papel e acabou mostrando um excelente Quatro.
Poucos atores chamaram a devida atenção como, por exemplo, a amizade com a Christina que foi pouco explorada e devido a esse fator, as cenas que deveriam possuir aquela carga emocional maior, não tiveram tanto impacto. Entretanto, gostei das partes que Caleb e Peter (admito, até mesmo com o Eric) faziam suas devidas aparições.
A adaptação não focou na violência. Há, claro, cenas de lutas e brigas, porém não chega a ser um Clube da Luta da vida ou algo tão impactante. Foi numa dosagem certa. O romance também não deixa a desejar, mas o trailer denunciou muitas coisas que, evidentemente, deixariam o telespectador extasiado se só as visse quando estivesse em frente à grande tela do cinema.
A trilha sonora foi bem escolhida e o nome da cantora britânica Ellie Goulding surgiu várias vezes em minha mente quando reconhecia suas músicas. As melodias davam a impressão de que algo estava prestes a acontecer e enchiam meu peito com a sensação que não sei ao certo definir.
Devo comentar também sobre a narração da protagonista, o que foi uma jogada interessante, pois sua breve descrição em determinados momentos ajudaram as pessoas que não leram a obra de Roth a não ficarem perdidas no meio de tantas tatuagens e facções.
Entretanto, não estou aqui só para elogiar. Notei alguns deslizes e não concordei com devidos cortes que poderiam fazer com que o filme tivesse mais fluidez. Quem leu, sabe do que estou falando. Algo que caracterizasse algumas personagens, como o Peter. E o fato de não mostrar os demais iniciados em suas simulações ou disputas para ter um pouco de dinâmica.
Espero que os erros sejam reparados até mesmo porque o diretor Neil Burger não fará a sequência da franquia, o que pode ser sinônimo de importantes melhorias (da mesma maneira que aconteceu com Jogos Vorazes). Mas admiro a fidelidade que ele conseguiu conservar no decorrer do filme.


















