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Perdão, Leonard Peacock retrata a vida de Leo, um menino que está prestes a cometer suicídio no dia do seu aniversário, mas antes desse acontecimento ele precisa se despedir e entregar presentes para as pessoas que são importantes e, claro, matar o seu ex-melhor amigo com a pistola do Reich, que pertencia ao seu avô e se encontra na sua mochila esperando a hora correta para ser disparada e tirar a vida de dois adolescentes até o final do dia.
Já tinha ouvido falar da obra de Matthew Quick, mas só parei realmente para ler suas críticas depois que comprei o livro. Eu não pretendia, mas a sinopse me chamou a atenção já que tinha acabado de finalizar A Lista Negra que, de certo modo, trata do mesmo assunto. E então fiquei entusiasmada com a futura leitura.
Leonard Peacock é um protagonista intenso apesar de sua idade, sinto que através dele diversos tópicos importantes como a negligência de uma mãe, humilhação e abuso e até mesmo outros despercebidos pela maioria de nós, e com esse pronome não me refiro somente aos leitores, mas às pessoas em geral, foram esclarecidos Lembro que diversas vezes tinha que marcar uma frase ou outra embora não tenha o costume disso pois elas possuíam certo impacto ao serem lidas.
“Primeiro eles o ignoram, depois riem de você, em seguida lutam com você, e então você ganha.”
“Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira.”
“Não faça isso. Não vá para esse trabalho que você odeia. Faça algo de que goste hoje. Ande de montanha-russa. Nade pelado no mar. Vá para o aeroporto e pegue o próximo voo para qualquer lugar apenas por diversão. Gire um globo terrestre, pare-o com o dedo e, em seguida, planeje uma viagem para aquele lugar. Mesmo que seja no meio do oceano, você poderá ir de barco. Coma alguma comida exótica da qual nunca ouviu falar. Pare um estranho e peça a ele para lhe explicar em detalhes seus maiores medos, suas esperanças e aspirações secretas, e em seguida diga-lhe que você se importa. Porque ele é um ser humano. Sente-se na calçada e faça desenhos com giz colorido. Feche os olhos e tente ver o mundo com seu nariz - permita que o olfato seja a sua visão. Ponha o sono em dia. Ligue para um velho amigo que você não vê há anos. Arregace as pernas da calça e entre no mar. Assista a um filme estrangeiro. Alimente esquilos. Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira. Só não volte para aquele lugar miserável para onde vai todos os dias. Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz. Por favor. Este é um país livre. Você não precisa continuar fazendo isso caso não queira. Você pode fazer o que desejar. Ser quem quiser. (…)”
A escrita de Matthew Quick é deliciosa, você devora o livro em poucas horas. Uma narrativa realista e triste que te preenche de questionamentos: Por que um rapaz que cursa o Ensino Médio iria querer se matar? Por que ele tem de entregar presentes antes de pressionar o gatilho? Quais foram os motivos que o levaram a pensar em suicídio? E à medida que encontrava respostas, ficava comovida não apenas pelo protagonista, mas pelas pessoas ao seu redor.
O final é ótimo, confesso que fiquei emocionada e chorando de madrugada com a obra de Q em meu colo. A humanidade, vulnerabilidade e realidade inseridas me conquistaram. Fiquei triste e um pouco pensativa, porque sei que esse era o objetivo do escritor quando decidiu explorar este assunto: Fazer com que pensássemos e talvez mudássemos um pouco nossas atitudes.
Leia. É extraordinário de um forma diferente. Apenas... Leia.
Oi :)
ResponderExcluirIrei comprar este livro mês que vem, a premissa me soa bem interessante, e sua resenha reforçou essa ideia. Beijos!
http://euvivolendo.blogspot.com.br/
Eu já li um pouquinho dele e é bem realista mesmo.
ResponderExcluirTenho vontade de ler ele inteiro...
http://cheirinhodolivro.blogspot.com.br/