
Mano tem 15 anos, adora tocar guitarra, beijar na boca, rir com os amigos, andar de bike e curtir na balada. Porém um acontecimento insperado em sua família faz com que ele perceba que virar adulto nem sempre é tarefa fácil: a popularidade na escola, a primeira transa, o relacionamento em casa, as inseguranças, os preconceitos e a descoberta do amor se transformam em uma enorme bola de neve fazendo com que ele reavalie seus conceitos e corrija seus erros.
Assisti a esse filme por puro acaso, admito que nunca tinha ouvido falar nele até ler sua sinopse e me interessar. Mas logo nos primeiros minutos da trama, já estava encantada com o modo espontâneo que o protagonista narrava sua situação e antes de sua metade, eu já estava considerando As Melhores Coisas do Mundo um dos meus filmes favoritos.
Apesar da obra de Laís Bobanzky ser brasileira, nunca tinha conhecido a maioria os atores que fazem parte de seu trabalho, mas claro que é há presenças famosas como Denise Fraga no papel da mãe do protagonista, Caio Blat na pele de uns dos professores do colégio e Paulo Vilhena que interpreta instrutor de violão de Mano que ajudam a dar vida ao filme.
A obra cinematográfica estrelada por Francisco Miguez relata a vida de um adolescente que descobre, junto com seu irmão, que seus pais estão se divorciando e este ocorrido interfere sua vida sua vida social e escolar. Hermano ou Mano acaba de receber sua liberdade, como ele mesmo diz, depois de finalmente sair da infância, porém o fim da relação com seus pais acarreta mais problemas para a lista dos dilemas já existentes em sua vida fazendo várias reviravoltas ocorrerem.
Com As Melhores Coisas do Mundo me deparei com um coquetel de problemas adolescentes comuns e frequentes como, por exemplo, uma amizade influenciável ou um amor não correspondido ou sequer com futuro. Todos são muito bem trabalhados, com um olhar jovem e fala coloquial. O protagonista Mano foi o espelho e pensamento dessa geração assim como sua melhor amiga, Carol e seu irmão que é interpretado pelo Fiuk, o que me deixou impressionada, devo dizer, porque ele fez um ótimo Pedro.
O que mais admirei foi o fato de que não foi apresentado para o telespectador uma adolescência perfeita e, sim, uma real e nua. Sem um garoto digno de suspiros como personagem principal ou uma amizade masculina totalmente leal. E o breve espaço que os pais das personagens ganham e em como se sentem em relação ao seus filhos de um modo simples, porém bastante próximo da realidade.
Tabus, paradoxos e preconceitos são discutidos de uma forma de interessante, sendo inseridos em um cenário perfeito como a juventude. Um filme brasileiro digno de aplausos e críticas positivas.
E assim que terminei de assisti-lo, me vi preenchida de orgulho pelo cinema desde país. E percebi o potencial que essa indústria tem para crescer cada vez mais, se começar a ser investida com mais dedicação e o próprio público brasileiro receba suas produções com braços abertos ao contrário de narizes torcidos. Bom, mas isso é assunto para outro texto.
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